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Saúde

Papo com a dermatologista – Dra. Patrícia Lima

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    Foto: Túlio Jonatas

Sabe o dia que acordamos e olhamos no travesseiro e percebemos o acúmulo de fios de cabelo ou quando passamos a mão na cabeça e observamos a queda de alguns cabelos e bate aquele desespero, aquela sensação de revolta, saudade e até mesmo tristeza, pois o final desta brincadeira já sabemos, não é mesmo? Piadinhas, conflitos com a imagem pessoal, autoestima, entre outros fatores desagradáveis. A boa notícia é que nada está perdido. Você tem grandes chances de estar com uma enfermidade que aparece na maioria dos homens, a popular calvície, ou ainda podemos denominar de alopecia androgênica.

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Papo com o cardiologista – Dr. Marcos Bubna

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Com a vida das pessoas cada vez mais movimentada, todos os dias com inúmeras atividades e somado o fato de as mesmas não possuírem a prática de ceder algumas horas do seu dia para cuidar de si e tão pouco da sua saúde.  Esse é um grande complicador, pois os problemas podem acontecer sem menos esperarmos e por isso devemos realizar alguns cuidados principalmente com a nossa saúde.

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Entrevista com o Psiquiatra – Dr. Alexandre Proença

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Você que se sente cansado, com dificuldade de dormir, uma tristeza imensa que nunca acaba, não tem ânimo para fazer nada,  possui variações de humor pelo dia, irritabilidade, dificuldade de concentração, raiva e hostilidade em excesso e dentre outros sintomas:

Cuidado! Você pode estar com depressão!

A depressão, também chamada Distúrbio Depressivo Maior (DDM) ou Transtorno Depressivo Maior, é uma doença psiquiátrica capaz de causar inúmeros sintomas psicológicos e físicos nas pessoas.

A depressão pode atingir diversas faixas etárias e em ambos os sexos, porém há uma grande probabilidade das mulheres contraírem essa doença; os dados estatísticos fornecidos por profissionais da área de saúde demonstram que as mulheres possuem a depressão duas vezes maior que os homens, porém as mulheres buscam auxilio com os profissionais da área para o tratamento da doença. Já alguns homens, possuem vergonha e/ou medo em expor o que sentem, pois a sociedade poderá qualificá-los em vários “adjetivos” que na verdade não possuem.

Portanto,  convidamos o médico psiquiatra Dr. Alexandre Proença, médico do Hospital Psiquiátrico de Jurujuba, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria e membro da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro, para nos conceder uma entrevista com o intuito de auxiliar você a sanar prováveis dúvidas em relação ao tema depressão masculina que intrigam à todos.

Mundo Varonil: O senhor classifica a depressão como sendo o mal do século?

Alexandre Proença: Eu não classificaria a depressão como o mal do século, pois é uma doença já descrita há séculos na humanidade. Porém sem dúvidas, é um tema que tem se dado maior atenção nos últimos anos, pois é um dos principais fatores de incapacitação, sendo um grave problema de saúde pública.

MV: Como o senhor define a depressão masculina?

AP: Não existe diferença na definição da depressão entre os gêneros. Sendo os sintomas e a gravidade variáveis em cada indivíduo, independente do sexo. Porém existe vários estudos consistentes que comprovam uma maior prevalência da depressão em mulheres.

MV: Pode nos informar quais são os seus sintomas?

AP: Tristeza, irritação, perda de interesse por atividades ou prazeres da vida, baixa autoestima, alterações nos padrões de sono e alimentação, diminuição da atenção e concentração, diminuição da libido, pensamento negativos, cansaço, pensamentos de morte, ideação ou tentativas de suicídio.

MV: Qual é a proporção (homem x mulher) que admite estar com depressão?

AP: Não existe dados na literatura que demonstre a proporção de pessoas que admite estar com depressão, porém a proporção da prevalência de depressão maior é de duas mulheres para cada homem. As mulheres são mais propensas a lembrar e relatar alterações de humor.

MV: Quais são os sentimentos do paciente masculino ao informar que está com depressão? Por quê?

AP: Apesar de uma nova visão da sociedade sobre a depressão como uma doença nas últimas décadas, ainda existe o preconceito. Por isso muitos homens demoram a buscar atendimento, ou quando buscam se apresentam envergonhados ou até mesmo com medo de como serão vistos pela sociedade.

MV: A depressão pode ser totalmente curada, ou existe casos em que elas são meramente tratadas? 

AP: A depressão é um transtorno crônico (como a asma, diabete, artrite), seu curso é bastante variável, alguns indivíduos raramente experimentam a remissão (ausência de sintomas), enquanto outros podem ficar anos com poucos ou nenhum sintoma.

MV: Quais são os principais medicamentos que auxiliam no combate da depressão?

AP: O tratamento mais comum para depressão consiste de antidepressivos. Existe várias classes desses medicamentos. Hoje em dia se utiliza muito os ISRS (Inibidores Seletivos da Receptação de Serotonina) por terem menos efeitos colaterais, menor toxicidade e serem bastante eficazes.

MV: O senhor considera a pratica de exercícios físicos importante para auxiliar o paciente que está no quadro de depressão?

AP: Sim, o exercício afeta muitos pontos no sistema nervoso central e acionam a liberação de dopamina e serotonina, que são substâncias ligadas a sensação de calma, felicidade e euforia.

MV: Como a família do paciente pode auxiliá-lo no tratamento dessa doença?

AP: O envolvimento familiar é muito importante pois pode proporcionar maior apoio social ao paciente em sofrimento, auxiliar na consciência da doença e a buscar um tratamento, oferecer informações, além de avaliar o risco de suicídio e ser uma assistência de segurança nesses casos. Os membros da família precisam conhecer os fatores que indicam suicídio e as formas de garantir a segurança do paciente, inclusive levando para hospitalização.

Conheça o Dr. Alexandre Proença: www.alexandreproenca.com.br

Facebook: @dralexandreproenca

 

Papo com o urologista – Dr. Cláudio Murta

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A OMS (Organização Mundial da Saúde) define saúde como um estado de completo bem estar físico, mental e social das pessoas ou de determinados grupos. Ou seja, é um estado de plenitude e atividade de um ser humano desde a infância até a sua idade mais avançada. Sendo assim, não há o menor sentido em manter esse estado da forma mais equilibrada possível, não é mesmo? Pois não representa o que os números dizem:

É preciso, então, sempre fazer o alerta para que os homens se cuidem e se preservem mais, visando não apenas mais longevidade, mas como uma vida com mais bem estar. Em conversa com o Dr. Cláudio Murta, médico urologista e médico assistente do Instituto do Câncer de São Paulo, coordenador do Centro de Referência de Saúde do Homem, falamos a respeito de algumas doenças masculinas, diagnósticos para as mesmas, tratamentos, estatísticas e dentre outros assuntos.

Mundo Varonil: Doutor, como o senhor classifica o “medo” que alguns homens sentem quando procuram o urologista?

Cláudio Murta: Os homens possuem um preconceito com relação ao urologista pelo exame digital da próstata (toque retal). Eles acreditam que a masculinidade está ligada à realização ou não do exame. Além disso, os homens têm uma ideia errada de que são invencíveis. São infalíveis. Quando na verdade não são. Os homens morrem mais cedo que as mulheres, têm mais doenças do coração que as mulheres. Enfim, eu costumo dizer que o homem é o sexo frágil.

MV: Qual a periodicidade por faixa etária que os homens devem procurar os profissionais da área?

CM: Os homens devem ir ao médico quando criança, no pediatra, mas depois no início da adolescência devem fazer ao menos uma consulta para conversarem sobre gravidez, doenças sexualmente transmissíveis e avaliar problemas locais como varicocele (veias dilatadas ao redor do testículo que podem causar infertilidade e tumores de testículo, mais comuns nesta idade). Na idade adulta devem ir ao médico para medirem a pressão arterial, colher exames gerais, como glicemia, ao redor dos 25 anos. Aos 40 anos, devem iniciar uma visita anual ao clínico geral ou cardiologista para avaliação da pressão, colesteral, diabetes. E a partir dos 50, devem procurar um urologista para avaliação da próstata. Claro, que essas visitas pode ser mais frequentes caso o paciente tenha algum problema durante sua vida.

MV: Existem dados percentuais da visita dos homens em consultórios urológicos?

CM: A sociedade brasileira de urologia mostrou que quase 50% dos homens nunca foi ao médico para avaliar sua próstata.

MV: Quais são as principais doenças urológicas que afetam os homens nas faixas etárias?

CM: Crianças: fimose, hernia inguinal, criptorquidia (testículo não descido), infecção urinária; Adolescentes: varicocele (dilatação das veias ao redor dos testículos e causa infertilidade), doenças sexualmente transmissíveis (DSTs); Adultos: cálculos renais, varicocele, DSTs, ejaculação precoce; Adultos acima de 40 anos: disfunção erétil, ejaculação precoce, hiperplasia prostática benigna (crescimento benigno da próstata), câncer de próstata e infecção urinária.

MV: E os seus sintomas, como podemos identificar os mesmos?

CM: Os sintomas são variados, mas vamos lá:

Fimose: dificuldade de exposição da glande
Hérnia inguinal: abaulamento na região inguinal
Criptorquidia: o diagnóstico é feito pelo pediatra
Infecção urinária: dor no canal da urina, urina fétida, escura, dor no pé da barriga
Varicocele: infertilidade
DST: depende da doença, mas em geral: verrugas genitais, úlceras no pênis, gânglios na virilha, dor para urinar, secreção pelo pênis
Cálculos renais: dor na região lombar, sangue na urina
Hiperplasia prostática: dificuldade de urinar, acordar a noite para urinar, ir várias vezes ao banheiro
Câncer de próstata: em sua fase inicial não dá sintomas. O diagnóstico é feito pelo exame de sangue e pelo toque retal

MV: E o tratamento dessas doenças é de fácil obtenção?

CM: O tratamento dessas doenças pode ser feito em hospitais do SUS. A facilidade depende da doença e do local de procura do paciente.

MV: É verdade ou mito que existem mesmo alimentos que podem auxiliar no tratamento dessas doenças?

CM: Existem doenças que determinados alimentos podem ajudar. Por exemplo, pacientes portadores de cálculos renais podem se beneficiar de ingestão de suco de limão, laranja, abacaxi. Esses sucos contêm citrato que evita a formação de cálculo. Nos pacientes com câncer de próstata, frutas e peixes, diminuem o risco de recidiva.

MV: Como a família do enfermo pode auxiliá-lo na cura destas doenças?

CM: Primeriamente, dando suporte psicológico. Entendendo o problema e dando força. Depois, ajudando durante o tratamento, do ponto de vista logístico (levando ao médico, aos exames, ao hospital, comprando remédios). Por fim, demonstrando amor.

MV: O senhor já passou por situações inusitadas com algum paciente? Poderia nos relatar?

CM: Infelizmente, essa pergunta não posso colocar, mesmo sendo anônimo, não poderia relatar aqui.

MV: Em sua opinião, quais os cuidados e/ou recomendações que o senhor pode nos informar para termos uma vida mais saudável?

CM: Primeiramente, criar hábitos de vida saudável. Como boa alimentação, evitar álcool e cigarro, manter o peso, exercícios físicos e tempo para lazer e descanso. Além de tudo isso, fazer seus exames regularmente, antes dos problemas aparecerem.

 

Conheça o Dr. Cláudio Murta: www.drclaudiomurta.com.br

Facebook: @drclaudiomurta

Instagram: @dr.claudiomurta

 

 

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